Descanso do mundo.
Eu tenho que falar. O mundo parou. As pessoas sei lá. Ninguém aqui nem ali. Cadê a vida? Onde está? O mundo parou. Ninguém quer saber aonde parou. As pessoas sumiram. A vida cessou. O mundo parou. Quem sabe viver? Agora não mais. Nem nunca mais. O mundo parou. O ser desabou. Quem vai viver? Ninguém quer viver. Ninguém quer sofrer. O mundo parou. O povo sumiu. A raça extinguiu. Ninguém quer amar. Ninguém quer. O mundo parou. E eu onde estou? No mundo. Rodando. Seguindo. Olhando o mundo que não parou. Apenas descansou de quem faz ele parar.
ZéCaRlUs.
Escrito por zé carlus barreto às 08h29
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PrA vOcÊ mAnHã...com muito carinho...
MaNhÃ
Oi manhã.
Louco,
pela manhã,
é você que eu espero chegar.
Não é manhã.
É você manhã.
Manhã especial.
Entrou pela minha janela sem bater.
Clareia meu mundo.
Manhã.
Você.
Não sou digno às vezes de você manhã.
Mas gosto de você.
Manhã que chega, manhã que vai.
Some.
Sem respostas.
Manhã não minha,
mas pra mim.
Manhã que briga.
Mas que acaricia.
Manhã que questiona.
Mas apaixona.
Manhã.
Café da manhã.
Banho.
Manhã.
Fica comigo manhã?
Fica comigo manhã,
fica comigo a tarde
e a noite também.
Fica?
Escrito por zé carlus barreto às 21h14
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PaRtIdA...em fragmentos...
TeUsOlHoS
Teus olhos me transferem e me elevam, sabia?
Pra onde?
Tua presença me alivia. O que vou falar não significa a esperança de algo, embora tenho, nem um xeque mate, um ganhar ou perder. Preciso ser verdadeiro. Sabe quando algo, alguma sensação, emoção ou sentimento não cabe mais dentro de você? É assim que me sinto. O que sinto agora não me acontece há muito tempo. Confesso que a sensação na maioria das vezes é ótima, mas transita muitas vezes, pela ansiedade e incompreensão, me deixando um pouco perdido. Perdido em mim mesmo, o que é pior...ou melhor porque assim não te atinge. O sentimento que transborda aqui é de carinho, respeito e até amor por que não? Quem disse que existe uma regra, um tempo estipulado pra ter a certeza ou incerteza de estar amando algo ou alguém? É tudo tão mais simples. As vezes criamos estórias sem sentidos que nos parecem tão significantes. Já vivi isso antes, mas nunca dessa maneira. Única. Nos fazemos presentes nessa unidade. Sinto-me presente nessa unidade. É como se uma onda aparecesse no meio daquele infinito mar oceânico e eu ali apenas boiando. Aquela onda toma uma proporção gigante te encubando, deixando ecoar aquela sensação absurda de fim, mas logo quando a onda quebra, tudo passa e a sensação é de recomeço. A onda quebrou?
ZéCaRlUs
Escrito por zé carlus barreto às 14h49
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sem SaÍdA
sem saída
de um lado eu do outro eu também...
sem saída
corro pra não encontrar do que fujo...
sem saída
encontro
eu
sem saída
Escrito por zé carlus barreto às 12h30
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desbafo em palavras...
aLéM...
palavras...a cada dia que passa fico mais a vontade com elas, por mais que ainda se transferem confusas no papel, aqui no blog, na mente, em minha boca, enfim elas veem e não param de sair. por todos os lados elas querem tomar rumos, formas proprias. e eu aqui tentando filtra-las e canalizá-las da melhor forma possível. me perco muitas vezes. me acho tanto em outras. mas permito-me deixá-las livres pra passear sobre minhas vontades, minhas aventuras, meus medos, minhas emoções. não me preocupa o entendimento das mesmas. o que importa que são palavras. e cada palavra sozinha é carregada de muito significado além do seu proprio significado. por isso não são de maneira alguma palavras apenas. além.
Escrito por zé carlus barreto às 12h26
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na rua...
frio. um copo de café. um cigarro. andando pelas ruas de são paulo, prestei atenção naquilo que não se presta atenção. rua. caminhos. entradas e saídas. seguia sem medo de errar. sempre a frente. não parei. olhei. virei. subi e desci. dificil não prestar atenção em tudo. quanta coisa. quanta gente. tudo muito perdido. boicote. como nos boicotamos. nem se quer prestamos ou damos atenção naquilo que esta ali na proxima esquina. simplismente atravessamos a rua antes que o sinal se abra e pronto: o boicote. nem se quer vi o que estava ali a espera dos meus olhos. sigo. outra esquina. outros olhares. café no fim. cigarro no filtro. calor no corpo. frio. um copo vazio. um cigarro apagado. alguém na rua. sozinho.
zcb
Escrito por zé carlus barreto às 12h11
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eU sOu IsSo Aí...
Eu sou isso ai. Aquilo que você vê e não vê. Não queira entender em mim aquilo que eu nem sei. E ninguém sabe. Eu mesmo sou isso, aquilo, de um lado e do outro. Pra todo lado. Sem idas nem vindas. Sou cá e lá. Sem tirar nem por. Sou parado e andando. Correndo e suando. Lento, tranqüilo e observador. Observador de ti e de mim. Sem rumo. Escuro. Sou palma. Sou mão.Sou pé. Sem direção. Em constante. Na contramão. Sou aquilo e aqueles. Vejo tudo o que quero e o que não quero. Vejo. Sou sensação de inicio ao fim. Inicio de novo. Sou sem fim e pro fim. Segredos de mim mesmo. Olhos atentos, que escorrega na desatenção das emoções. às vezes. Sou sempre e nunca. Eu sou isso ai. Aí e aqui. Presente e futuro. Passado? Também. Longe e perto de mim. Quem quer saber? Quem disse que quero que saibam. Eu sou isso ai. Pra quem quiser ver. E quem não quiser também. Sou isso tudo. E esse nada também. Mas quem quer saber? Pra quer saber? Eu sou isso aí. O que vejo e o que não entendo. O que chega, mais logo vai. Mas o que fica também. Eu sou jogo. Arrisco. Sou palco e platéia. Aplausos e vaias. Sou lágrimas. Sou isso aí. E daí? Sou. Criança e adulto. Sou céu e sarjetas. Mergulho. Afogo. Ponho fogo. Também pego fogo. Sou sentido e razão. Controle. Total descontrole. Sou isso aí. Mas quem quer saber? Eu sou o que sou e sou o que não sou. Eu já fui. Mas serei também. Mas quem quer saber? Pra que saber? Eu quero dizer. Não importa a quem. Quero dizer pra mim e pra ninguém. Eu sou isso aí...Sem fim...E daí?
Escrito por zé carlus barreto às 17h20
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