MuTaÇãO


ImpermanenteMente

Resolvi voltar escrever e divagar as palavras para que com elas possa retomar meu fluxo livre de pensamentos sem muitas intenções pré definidas e julgamento das mesmas.

Acabo de passar por uma experiência de comprovação da impermanencia que vivemos em nossas vidas. Dez dias observando no meu próprio corpo e mente todos os movimentos neles processados.

Sentado fiquei aproximadamente doze horas seqüenciais educando minha mente a perceber algo que sempre esteve e sempre vai estar ali, movimentando, transformando, mudando, indo e vindo.

Sensações é o que chamamos todos estas ações. Ações essas que só são possíveis de ser percebidas quando afinamos nossa mente a percebê-las. Busquei afiná-la (a mente) para que então sutis sensações pudessem ser percebidas por mim.

Percebi um corpo em constante mutação. Todas as sensações vem a tona: dor, calor, prazer, estranheza, formigamento, frio, pulsação, coceira, picadas,  vibrações e mais uma infinidade de situações que somente com uma mente afiada e preparada somos capaz de perceber.

Mágica? Além terra? Extra terrestre? Paranormal?

Não.

É isso que faz de toda essa experiência ser a coisa mais incrível. Tudo não passa de reais e momentâneas sensações. Essa é a realidade, simples e pura. Observar o que é real sem nenhum questionamento, seja filosófico, sociológico, religioso, físico, holístico e tudo que possa vir ser um caminho para explicações de tais sensações.

E qual o segredo, resultado, resposta, sentido de tudo isso?

Perceber que todas essas sensações sentidas em meu corpo como tantas outras sensações sentidas fora de meu corpo não passam de sensações impermanentes.

Impermanentes?

Sim, com tempo de duração, vem e vão, acontecem e somem. Como tudo no mundo. Noite que vira dia, que chove mais para, que faz frio e venta, e depois venta e faz calor, que para de ventar e mais uma infinita exemplificação de situações impermanentes em nosso dia a dia.

E pra que tudo isso?

Pra percebemos que nenhuma e qualquer sensação por nós vividas devem ser tratadas além do que elas realmente são. Aceitar a realidade de que as mesmas vão e vem faz com que não potencializemos sensações em infinitas realidades.

Quando dor, sofremos elevando a potencia. Quando prazer, apegamos elevado a potencia. E qual a diferença entre as duas? Nenhuma. Ambas sensações impermanentes que cedo ou tarde vão passar.

Então chegamos onde mora o essencial para todas as nossas futuras conquistas. A equanimidade.

Equanimidade?

Sim. Ser equânime as sensações, somente observá-las, nos exercitando a não potencializá-las aceitando todas elas como apenas sensações. Treinando a mente a percebe-las livres de apegos e aversões.

O que isso provoca?

A tranqüilidade, a paz, a sabedoria de entender que nada é tão gigante quanto nossa mente condicionada, faz nos julgar que sejam.

O fato que ser equânime na vida faz nos perceber melhor para que projetemos ainda melhor nossos caminhos, nossas atitudes, sem ansiedades, desesperos ou atropelos que causamos incoscientemente.

Criar uma consciência do agora, observando as realidades como elas são, sem assumir culpa não buscar entendimentos ou mesmo remédios para estes momentos de sensações variadas, nos transporta à um outro estagio, onde o equilíbrio é a base do pensamento.

O que tudo isso pode trazer?

Bons resultados , caminhos de equilíbrio e tranqüilidade e muita sabedoria em respeito a nós mesmos e toda nossa verdade.

 



Escrito por zé carlus barreto às 11h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


sentidos...

Sente?

 

 

Quantos sentidos sem sentidos tomamos em nossas vidas? Será que existe um sentido em toda essa falta de sentido? Ou não existe realmente este sentido que buscamos sentir? Em quantos sentidos temos que nos apoiar para encontrar um único sentido pra tudo isso? Sentir. Quantos rumos sem sentidos. Pessoas sem sentir. Coisas ao léu, ao vento, rodando, fazendo, acontecendo, tendo...quantas ações. Todas sem sentidos.

Sente?

 



Escrito por zé carlus barreto às 10h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


 

 

Quietinho...

Quietinho. Bem no canto. Pra ninguém ver nem perceber. Olhei pra mim. Senti-me. Percebi o que já tinha percebido e não tinha aceitado. Sem barulho. Sem incomodar. Sem exagerar e nem estender. Parado. Suado. Molhado. Olhos nublados. Piscas alertas. Inundados. Sozinho. Fino resmungar. Olhar perdido. Chorei. Quietinho.



Escrito por zé carlus barreto às 12h01
[ ] [ envie esta mensagem ]


num espaço me vejo sem espaço...em espaços de tempos e lugares diferentes ninguém quer preenher ou compartilhar espaços...espaço vazio...sem espaço pra outros espaços...no espaço...é lá onde todos ficam...no espaço...vazio...longe...longo e distante...es...pa...ço...

 



Escrito por zé carlus barreto às 11h46
[ ] [ envie esta mensagem ]


...existem algumas coisas que acontecem na vida da gente que desconhecemos origem, desconhecemos culpados, muito menos resultados claros para tais situações...ai sim esta o segredo... tão secreto que somente às vezes consegue-se sentir um pouco de tudo isso...



Escrito por zé carlus barreto às 10h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


AqUi Ou AlI

estava ali.

mesmo não percebend em tempo.

sempre esteve ali.

andei, parei varias vezes e vi também varias vezes.

mas nunca percebi.

estava ali, também andando e parando.

mas estava sempre ali

ali olhei, vi, senti e vivi.

não vivi até o meu fim, se o fim é assim pra mim.

sem fim.

estava ali.

hoje?

esta ali e aqui.

amanhã?

estará.

onde?

somente estará.



Escrito por zé carlus barreto às 11h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


Percebe?

Zcb – 23.08.08

 

 

 

Um dia percebi que as coisas não iam tão bem assim.

Percebi também que bem eu ficava muito pouco.

Percebi que não sorria, ou se sorria, logo desmentia.

Percebi que quem me cercava não estava.

Percebi que o que tinha feito na vida não adiantava de nada.

Percebi que o que acontecia desaparecia.

Percebi que não sabia mais pra onde ir.

Foi quando alguém me questionou o verdadeiro significado de perceber.

Então percebi que nada percebia.

Percebi que sim as coisas iam bem, pelo simples fato de estarem em movimento.

Percebi que pessoas me faziam sorrir.

Percebi que quem estava do meu lado sempre vai estar.

Percebi quanto já tinha feito na vida e quanto tenho pra fazer.

Percebi também que a melhor coisa é não saber pra onde ir, pois faz com que o meu caminho se ramifique em outros milhares de caminhos: possibilidades.

Percebi.

Percebi os outros.

As coisas.

A vida.

Percebe?



Escrito por zé carlus barreto às 16h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


MiNhA mAnHã

Pela manhã descobri uma manhã que não sentia.

Pela manhã permiti enxergar além de manhã.

Pude ver a tarde e a noite com você manhã.

Mas o que tem acontecido com agente manhã?

Que nuvens tem tomado nossos dias de tão claridade e harmonia?

Cade a manhã que eu vivia?

Por que manhã me deixa assim?

Manhã

Agora chove em meus olhos manhã.

Pela falta da sua manhã.

Por que agimos assim manhã?

Quem sabe?

Não quero mais tristezas de manhã.

Quero lembranças de manhã.

Somente suas.

Minha manhã.



Escrito por zé carlus barreto às 01h15
[ ] [ envie esta mensagem ]


olá você daí e daqui!

quanta saudades. deixar um tempo de expressar-me por esses meios foi importante e saudável. porém. saudades.

muitas coisas. muitos acontecimento.

pouco a pouco coloco meu silêncio aqui em formas variadas de textos, emoções, discussões, contos e por aí a fora.

meu silêncio já falou com seu silêncio. meu silêncio te encomoda. me encomoda. mas quem não se encomoda com o silenciar das coisas?

o mais importante é entender ou perceber o grande valor desse silêncio.

estava em processo de mutação acelerada.

estou em mutação sem parar.

aprendi.

silenciei.

impermanência é a palavra que quebra esse meu silêncio.

silêncio.

beijos e aqui estou de volta.

zcb

 

 



Escrito por zé carlus barreto às 01h12
[ ] [ envie esta mensagem ]


Descanso do mundo.

 

Eu tenho que falar. O mundo parou. As pessoas sei lá. Ninguém aqui nem ali. Cadê a vida? Onde está? O mundo parou. Ninguém quer saber aonde parou. As pessoas sumiram. A vida cessou. O mundo parou. Quem sabe viver? Agora não mais. Nem nunca mais. O mundo parou. O ser desabou. Quem vai viver? Ninguém quer viver. Ninguém quer sofrer. O mundo parou. O povo sumiu. A raça extinguiu. Ninguém quer amar. Ninguém quer. O mundo parou. E eu onde estou? No mundo. Rodando. Seguindo. Olhando o mundo que não parou. Apenas descansou de quem faz ele parar.

 

ZéCaRlUs.



Escrito por zé carlus barreto às 07h29
[ ] [ envie esta mensagem ]


PrA vOcÊ mAnHã...com muito carinho...

MaNhÃ

 

Oi manhã.

Louco,

pela manhã,

é você que eu espero chegar.

Não é manhã.

É você manhã.

Manhã especial.

Entrou pela minha janela sem bater.

Clareia meu mundo.

Manhã.

Você.

Não sou digno às vezes de você manhã.

Mas gosto de você.

Manhã que chega, manhã que vai.

Some.

Sem respostas.

Manhã não minha,

mas pra mim.

Manhã que briga.

Mas que acaricia.

Manhã que questiona.

Mas apaixona.

Manhã.

Café da manhã.

Banho.

Manhã.

Fica comigo manhã?

Fica comigo manhã,

fica comigo a tarde

e a noite também.

Fica?



Escrito por zé carlus barreto às 20h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


PaRtIdA...em fragmentos...

TeUsOlHoS

 

Teus olhos me transferem e me elevam, sabia?

 

Pra onde?

 

Tua presença me alivia. O que vou falar não significa a esperança de algo, embora tenho, nem um xeque mate, um ganhar ou perder. Preciso ser verdadeiro. Sabe quando algo, alguma sensação, emoção ou sentimento não cabe mais dentro de você? É assim que me sinto. O que sinto agora não me acontece há muito tempo. Confesso que a sensação na maioria das vezes é ótima, mas transita muitas vezes, pela ansiedade e incompreensão, me deixando um pouco perdido. Perdido em mim mesmo, o que é pior...ou melhor porque assim não te atinge. O sentimento que transborda aqui é de carinho, respeito e até amor por que não? Quem disse que existe uma regra, um tempo estipulado pra ter a certeza ou incerteza de estar amando algo ou alguém? É tudo tão mais simples. As vezes criamos estórias sem sentidos que nos parecem tão significantes. Já vivi isso antes, mas nunca dessa maneira. Única. Nos fazemos presentes nessa unidade. Sinto-me presente nessa unidade. É como se uma onda aparecesse no meio daquele infinito mar oceânico e eu ali apenas boiando. Aquela onda toma uma proporção gigante te encubando, deixando ecoar aquela sensação absurda de fim, mas logo quando a onda quebra, tudo passa e a sensação é de recomeço. A onda quebrou?

 

ZéCaRlUs



Escrito por zé carlus barreto às 13h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


sem SaÍdA

sem saída

de um lado eu do outro eu também...

sem saída

corro pra não encontrar do que fujo...

sem saída

encontro

eu

sem saída



Escrito por zé carlus barreto às 11h30
[ ] [ envie esta mensagem ]


desbafo em palavras...

aLéM...

palavras...a cada dia que passa fico mais a vontade com elas, por mais que ainda se transferem confusas no papel, aqui no blog, na mente, em minha boca, enfim elas veem e não param de sair. por todos os lados elas querem tomar rumos, formas proprias. e eu aqui tentando filtra-las e canalizá-las da melhor forma possível. me perco muitas vezes. me acho tanto em outras. mas permito-me deixá-las livres pra passear sobre minhas vontades, minhas aventuras, meus medos, minhas emoções. não me preocupa o entendimento das mesmas. o que importa que são palavras. e cada palavra sozinha é carregada de muito significado além do seu proprio significado. por isso não são de maneira alguma palavras apenas. além.



Escrito por zé carlus barreto às 11h26
[ ] [ envie esta mensagem ]


na rua...

frio. um copo de café. um cigarro. andando pelas ruas de são paulo, prestei atenção naquilo que não se presta atenção. rua. caminhos. entradas e saídas. seguia sem medo de errar. sempre a frente. não parei. olhei. virei. subi e desci. dificil não prestar atenção em tudo. quanta coisa. quanta gente. tudo muito perdido. boicote. como nos boicotamos. nem se quer prestamos ou damos atenção naquilo que esta ali na proxima esquina. simplismente atravessamos a rua antes que o sinal se abra e pronto: o boicote. nem se quer vi o que estava ali a espera dos meus olhos. sigo. outra esquina. outros olhares. café no fim. cigarro no filtro. calor no corpo. frio. um copo vazio. um cigarro apagado. alguém na rua. sozinho.

zcb



Escrito por zé carlus barreto às 11h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
03/10/2010 a 09/10/2010
28/10/2007 a 03/11/2007
14/10/2007 a 20/10/2007
09/09/2007 a 15/09/2007
26/08/2007 a 01/09/2007
10/09/2006 a 16/09/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
18/12/2005 a 24/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis